domingo, 31 de janeiro de 2010

CÁLCULOS INDICAVAM QUE VÔO DAS ABELHAS SERIA IMPOSSÍVEL

Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, acabam de encaixar mais uma peça num quebra-cabeças antigo: como as abelhas e os outros insetos dominaram tão bem a arte do vôo. A descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de miniaviões com apenas alguns centímetros, que seriam uma mão na roda carregando câmeras de segurança ou espionagem.

Os cientistas sempre tiveram dificuldade para entender o vôo dos insetos porque, segundo cálculos simplificados, os bichos não deveriam ser capazes de se manter no ar por causa das asas muito pequenas.

Os cálculos, no entanto, estavam errados por enxergar as asas dos insetos como plataformas estáticas, como as dos aviões. Na verdade, o movimento delas consegue criar pequenos vórtices no ar, o que permite o vôo.

Agora, Ismet Gursul, professor da Universidade de Bath, descobriu como as asas das abelhas realizam a proeza. Segundo ele, o importante é que a asa seja rígida na frente e mais flexível e dobrável na parte traseira, permitindo que o animal vença a resistência do ar. Os futuros miniaviões comandados por controle remoto poderão alcançar dimensões similares às dos insetos caso também aproveitem esse princípio, afirma Gursul.

G1.globo.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DEVA NADA COM TARTARUGA

GOOGLE IMAGENS

ANIMAIS AMIZADE ENTRE ESPÉCIES DIFERENTES

Google Imagens

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

BIOCOMBUSTÍVEL DE MELANCIA

Vinte por cento das melancias nunca chegam à mesa do piquenique. Mais exatamente, uma em cada cinco é deixada para amadurecer e apodrecer no campo, rejeitada até mesmo pela mais leve imperfeição cosmética. Mas os pesquisadores do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) podem ter encontrado uma maneira de levar as melancias rejeitadas a objetivos mais nobres do que os churrascos de verão: produção de biocombustivel.

“Como consumidores, não escolheríamos aquelas melancias deformadas ou marcadas se estivéssemos no supermercado,” avalia Wayne Fish, (do Laboratório de Pesquisas Agrícolas do Centro-Sul pertencente ao Serviço de Pesquisas Agrícolas da USDA em Lane, Oklahoma), principal autor de um artigo sobre a ideia de biocombustíveis à base de frutas, publicado no jornal Biotechnology for Biofuels. “Assim, os agricultores nem mesmo as colheriam.”

Com um percentual tão significativo de sua colheita simplesmente deixado para ser arado de volta à terra, os fazendeiros se questionavam sobre o que poderia ser feito. “Qualquer coisa que façam para agregar valor à colheita significa mais dinheiro em seus bolsos e pode ser a diferença entre uma perda e um lucro modesto”, observa Fish.

Depois de ouvir isso muitas vezes, a equipe do USDA começou a se perguntar: o que uma melancia sem aparência e forma perfeitas tem a oferecer? Considerando o crescimento da indústria do biocombustível, eles querem saber se a fruta poderia de alguma forma ser transformada em combustível.

Os biocombustíveis são criados por meio da decomposição e posterior fermentação de açucares complexos. Com o milho, uma fonte de biocombustivel cada vez mais popular, o amido deve ser tratado primeiro com enzimas especiais para separá-lo em unidades básicas de açúcar. As melancias, por outro lado, abrigam naturalmente o açúcar simples, permitindo assim mais eficiência na conversão para o etanol.

As quantidades de combustível resultantes não são insignificantes. “Se você pegasse 10 toneladas de melancia – aproximadamente a quantidade de melancias colhidas por acre – e fermentasse tanto o suco da polpa quanto a casca, conseguiria cerca de 435 litros de etanol”, comenta Fish. No entanto, ele observa que a concentração relativamente baixa de açúcar das frutas (cerca de 10%) presta-se a um uso mais eficiente como suplemento ou diluente para outros cultivos de biocombustível

Esse suculento antecessor do etanol não é o único tesouro que se esconde sob a grossa casca verde. A melancia também é rica em licopeno, substância carotenóide que torna sua polpa vermelha, e L-sitrulina. Isso inspirou a idéia dos pesquisadores de primeiro colher esses nutrientes e depois fermentar o suco da fruta, transformando-o em combustível para uso dentro e fora das fazendas. Combinados os custos de mão-de-obra e transporte a produção pode não ser conveniente, mas uma empresa no Texas está trabalhando num “sistema mobilizado de processamento” que pode ser introduzido campo a campo. Fish prevê que um protótipo esteja em operação já na colheita de melancias do próximo ano.

“Em vez de levar Maomé à montanha”, comenta Fish, “podemos levar a montanha até Maomé.” E com a melancia mais pesada do mundo alcançando o recorde de peso de mais de 113 kg, alguns produtores podem mesmo se sentir como se estivessem movendo montanhas.

revistaepoca.globo.com

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ZONEAMENTO DOS OCEANOS PARA PROTEGER RECURSOS MARINHOS


Com a expansão do desenvolvimento de projetos energéticos costeiros, pesquisadores pedem que legisladores americanos criem normas para resolver disputas legais

De acordo com pesquisadores da Duke University, o Congresso americano deveria criar um sistema de zoneamento oceânico para proteger os recursos marinhos dos empreendimentos energéticos costeiros em expansão.

Um estudo, publicado em abril na Science, propõe que os responsáveis pelo planejamento na esfera federal deveriam estender para o mar, a lei de custódia pública (princípio em que o governo tem o dever de preservar certos recursos para o uso público) utilizada para resolver disputas legais em terra.

Segundo os autores, a legislação estabeleceria uma resposta efetiva e ética para questões sobre a regulamentação de águas costeiras para extração de petróleo e gás e projetos que utilizem energia eólica e do mar e, ao mesmo tempo, proteger a pesca e o habitat marinho. O que se pretende é atender à demanda por empreendimentos energéticos no limite externo da plataforma continental

Alguns legisladores propuseram um zoneamento costeiro ou “planejamento do espaço marítimo”. Diversos grupos de interesse estão trabalhando para incluir, ainda este ano, em um projeto de lei sobre energia, um conceito de zoneamento marítimo que exigisse uma abordagem de manejo baseado no ecossistema.

Mas os autores do novo relatório afirmam que a gestão oceânica dos Estados Unidos não se ajustaria facilmente a um manejo com base no ecossistema. Para isso, o Congresso deveria empregar a lei da custódia pública, que obriga o governo a administrar os recursos naturais em defesa dos interesses dos cidadãos.

“A lei da custódia pública poderia estabelecer um quadro jurídico prático para a reestruturação da forma como regulamos e gerenciamos os oceanos. Isso apoiaria o comércio marítimo e também protegeria habitats e espécies marinhas”, observa Mary Turnipseed, pesquisadora da Nicholas School of the Environment (NSE, na sigla em inglês), da Duke University, e principal autora do estudo.

Muitos analistas e a Comissão sobre Políticas para o Oceano dos Estados Unidos entendem que a lei de custódia pública já se estende às águas territoriais federais. Mas Stephen Roady, membro do conselho da Faculdade de Direito, da Duke University, e advogado da Earthjustice, alega que a lei deve ser “formalmente enunciada” pelo Congresso, a Casa Branca ou as cortes federais

O presidente Barack Obama pode usar uma medida executiva para estender a lei para águas costeiras, ou o Congresso poderá inseri-la na lei sobre oceanos, acrescenta Roady. De acordo com o relatório, como alternativa, cortes federais podem estender a lei aos oceanos utilizando os mesmos precedentes e estatutos que os estados têm usado.

Os estados que usam a lei de custódia pública em terra começaram a estendê-la para os oceanos. A Parceria Oceânica de Massachusetts criou recentemente leis que atribuem ao estado o dever de gerenciar suas águas. Rhode Island e Nova York estão a caminho de criar planos gerais semelhantes para o gerenciamento das águas estaduais.

O relatório da Duke University estabelece que a lei deve ser estendida para as águas oceânicas dos Estados Unidos como forma de auxiliar os órgão federais a solucionar conflitos nos mais de 10 milhões de km2 da Zona Econômica Exclusiva.

Atualmente, ainda de acordo com o relatório, mais de 20 órgãos federais diferentes, aplicando dezenas de leis, controlam as espécies e atividades nessas águas, sem nenhuma ordem ou esforço sistemático para coordenar suas ações para o bem público. Uma vez estabelecido, o zoneamento oceânico protegerá habitats vitais para a vida selvagem e determinará áreas específicas para instalação de projetos energéticos.

Larry Crowder, biólogo marinho e professor da NSE, prevê a utilização da lei de custódia pública para a criação de um “plano especial de gerenciamento marítimo”, com informações provenientes de todos os órgãos federais importantes. O princípio diretor seria o gerenciamento de ecossistemas.

Crowder prevê que com o amadurecimento do debate a regulamentação do uso das áreas costeiras, participantes historicamente influentes ─ como produtores de petróleo e gás – exercerão enorme influência. Indústrias novas, como os produtores de energia de ondas, terão menos poder. “As pessoas ainda pensam no oceano como uma fronteira”, observa Crowder. “Quando o oeste era uma fronteira não havia zoneamento. Vencia o mais rápido no gatilho”, acrescenta.

DONOS DOS NOSSOS RIOS CONTROLAM A EXPLORAÇÃO PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA

EGRÉGORA DA HIERARQUIA DA ÁGUA

Estas empresas transnacionais controlam hoje a exploração de nossos rios para produção de energia. Dentro das novas leis brasileiras de recursos hídricos, poderão controlar dentro brevemente o uso de nossos rios para irrigação, transporte e abastecimento de água.

Tractebel-Suez
Subsidiária belga do conglomerado francês de exploração de água, Suez, S.A.. A Tractebel está construindo a barragem de Cana Brava, no rio Tocantins, com US$160 milhões em financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Tractebel se recusou a reunir com o MAB para discutir a situação de centenas de famílias atingidas, excluídas arbitrariamente de programas de compensação. Controla também as barragens de Itá e Machadinho (rio Uruguai) e tenta adquirir a concessão para construir mais barragens no Tocantins.

Alcoa
A maior empresa de alumínio do mundo, com sede nos Estados Unidos, vem se beneficiando de cerca de 200 milhões de dólares anuais através do uso de energia subsidiada da barragem de Tucuruí (que inundou cerca de 2.820 km2 de florestas tropicais) para sua fábrica de alumínio, Alumar. Planeja construir três grandes barragens na Amazônia que inundarão comunidades indígenas e reservas ecológicas. São sócios também em barragens no rio Pelotas e Uruguai, no Sul do Brasil. Tem parceria também nos rios Pelotas e Uruguai no Sul do Brasil.

BHP Billiton
A maior empresa de minérios do mundo, sediada nos Reinos Unidos, é sócia da ALCOA no controle da Alumar e planeja barragens para a Amazônia. Também é acionista de peso na Cia. Vale do Rio Doce.

Citicorp
Banco dos EUA que tem parte do controle da Cia. Vale do Rio Doce (CVRD), a maior empresa de mineração do Brasil, e da fábrica de alumínio Albrás junto a um consórcio japonês. Está unindo-se a Alcoa e Billiton em planos de novas barragens para a Amazônia para satisfazer sua gula por eletricidade.

AES
Empresa sediada nos EUA e o maior investidor privado no Brasil. Embora afirme "ter orgulho" de sua responsabilidade social, AES tem controle da CEMIG, que em parceria com a CVRD está construindo barragens como as de Aimorés, Igarapava, e Porto Estrela que expulsarão milhares de famílias.

American Eletrical Power (AEP)
Empresa sediada nos EUA e principal acionária da barragem de Lajeado, no rio Tocantins. 15.000 pessoas foram expulsas pela barragem, e o reservatório já está em enchimento. Mas a maior parte dos planos de mitigação dos impactos sociais e ambientais ainda não foram implementados, levando promotores públicos a acusar que há "fraude" no processo de licenciamento.
Eletricidade de Portugal: Associada à AEP na barragem de Lajeado, planeja quatro novas barragens no rio Tocantins.

Southern Company (USA)
associada à AES no controle da CEMIG.

Electricité de France
Associada à AES no controle da Light.

Duke Energy (USA)
Proprietária de barragens no rio Paranapanema e de usina termelétrica em Corumbá (rio Paraguai, no Pantanal)

Endesa (Spain)
Proprietária da barragem de Cachoeira Dourada

brasil.indymedia.org

sábado, 23 de janeiro de 2010

AMAZÔNIA CIDADE PERDIDA PRÉ-COLOMBIANA

Kuhikugu, conhecida pelos arqueólogos como sítio X11, é a maior cidade pré-colombiana já descoberta na região do Xingu na Amazônia. Abrigava mil pessoas ou mais e servia como o eixo central de uma rede de aldeias menores.

Quando o Brasil criou o Parque Indígena do Xingu em 1961, a reserva estava longe da civilização moderna, aninhada bem no limite ao sul da enorme floresta amazônica. Em 1992, na primeira vez em que fui morar com os cuicuro, uma das principais tribos indígenas da reserva, as fronteiras do parque ainda ficavam dentro da mata densa, pouco mais que linhas sobre um mapa. Hoje o parque está cercado de retalhos de terras cultivadas, com as fronteiras frequentemente delimitadas por um muro de árvores.

Para muitos forasteiros, essa barreira de torres verdes é um portal como os enormes portões do Parque Jurássico, separando o presente: o dinâmico mundo moderno de áreas cultivadas com soja, sistemas de irrigação e enormes caminhões de carga; do passado: um mundo atemporal da Natureza e de sociedade primordiais.

Muito antes de se tornar o palco central na crise mundial do meio ambiente como a gigantesca joia verde da ecologia global, a Amazônia mantinha um lugar especial no imaginário ocidental. A mera menção de seu nome evoca imagens de selva repleta de vegetação respingando água, de vida silvestre misteriosa, colorida e com frequência perigosa, de um entremeado de rios com infinitos meandros e de tribos da Idade da Pedra.

Para os ocidentais, os povos da Amazônia são sociedades extremamente simples, pequenas tribos que mal sobrevivem com o que a Natureza lhes oferece. Têm conhecimento complexo sobre o mundo natural, mas lhes faltam os atributos da civilização: o governo centralizado, os agrupamentos urbanos e a produção econômica além da subsistência.

Em 1690, John Locke proclamou as famosas palavras: “No início todo o mundo era a América”. Mais de três séculos depois, a Amazônia ainda arrebata o imaginário popular como a Natureza em sua forma mais pura, e como lar de povos aborígines que, nas palavras de Sean Woods, editor da revista Rolling Stone, em outubro de 2007, preservam “um estilo de vida inalterado desde o primórdio dos tempos”.

A aparência pode ser enganosa. Escondidos sob as copas das árvores da floresta estão os resquícios de uma complexa sociedade pré-colombiana. Trabalhando com os cuicuro, escavei uma rede de cidades, aldeias e estradas ancestrais que já sustentou uma população talvez 20 vezes maior em tamanho que a atual. Áreas enormes de floresta cobriam os povoados antigos, seus jardins, campos cultivados e pomares que caíram em desuso quando as epidemias trazidas pelos exploradores e colonizadores europeus dizimaram as populações nativas. A rica biodiversidade da região refl ete a intervenção humana do passado. Ao desenvolverem uma variedade de técnicas de uso da terra, de enriquecimento do solo e de longos ciclos de rotatividade de culturas, os ancestrais dos cuicuro proliferaram na Amazônia, apesar de seu solo natural infértil. Suas conquistas poderiam atestar esforços para reconciliar as metas ambientais e de desenvolvimento dessa região e de outras partes da Amazônia.

Michael J. Heckenberger vem fazendo pesquisas arqueológicas na região do Xingu e em outras partes da Amazônia brasileira desde 1992, mais recentemente como professor da Universidade da Florida

arquivosreporter.blogspot.com/2009/11/as-cida...

TERRAS INDIGENAS DEMARCADAS NO MAPA DO BRASIL

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

PEDRAS QUE ROLAM SOZINHAS



No Parque Nacional. situado no Estado da Califórnia, pode-se ver um fenômeno geológico muito misterioso, são pedras que movem-se de forma inexplicável. Isto acontece num local chamado Racetrack Playa, que é o fundo de um lago que lá existiu.

Segundo informa o Serviço de Atendimento do Parque Nacional, existem mais oito praias próximas onde ocorre este curioso fenômeno. O movimento das pedras já é conhecido há muito séculos, mas os cientistas ainda não tem uma explicação exata sobre o que provoca o movimento das pedras que deixam rastros nas superfícies por onde passam. Muitas das pedras pesam mais de 400 quilos e movem-se através de direções as mais diferentes.

Quem vê o fenômeno fica se perguntando: “Que tipo de força faz mover essas pedras?”Sempre existe uma teoria nova procurando explicar a causa. Uns dizem que é a força dos ventos! Outros afirmam que são forças magnéticas.

Muitos cientistas foram até o deserto em busca de explicações. Através de suas experiências, concluíram que seria necessário ventos de mais de 370 quilômetros por hora para mover uma pedra de 400 quilos e ventos como este nunca foram vistos no planeta.

De acordo com outra teoria, acredita-se que em certas circunstâncias, uma fina película de gelo forma-se sobre a superfície da praia e assim, fica mais fácil acreditar na força do vento. Porém, alguns cientistas fizeram experimentos neste sentido e puderam comprovar que esta hipótese também é falsa. O mais estanho é que ninguém nunca viu as pedras se movendo. Encontram apenas os rastros deixados pelo movimento.

MOVIMENTO DAS ONDAS CRIAM SONS MUSICAIS - ORGÃO DO MAR


Situado na costa de Zadar, uma cidade da Croacia, encontramos o Órgao do Mar, degraus cravados em rochas que tem em seu interior um interessante sistema de tubulações, que quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam ar e dependendo do tamanho e velocidade da onda criam cordas musicais que são transformadas em sons aleatórios.

Criado em 2005 ganhador do prêmio europeu para espaços públicos European Prize for Urban Public Space o Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo que vêm escutar uma música original que traz muita Paz.

O lugar também é conhecido por oferecer um belo pôr do sol, o que agrada ainda mais as pessoas que visitam a localidade.  Zadar é uma bela cidade litorânea da Croacia e foi duramente castigada durante a Segunda Guerra Mundial.

A Criação do Órgão do Mar é também uma iniciativa para devolver um pouco do que o lugar perdeu com tanta destruição e sofrimento. 

A estrutura das "escadas"o detalhamento das cordas e notas musicais, que somadas a energia das ondas criam os sons. As lacunas no concreto servem para o Órgão do Mar "respirar" e também para levar os sons criados na tubulação. 

mentepositiva.wordpress.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

LIXO RASTREADO POR CIENTISTAS

Mesmo que muitos ainda não tenham feito a associação, seja por falta de informação ou por pura falta de cidadania mesmo, todos nós percebemos o que acontece quando o lixo é jogado nas ruas – ele acaba descendo por bueiros até rios, deixando a deprimente imagem de sacos, garrafas e todo tipo de objeto boiando nas margens, uma imagem que, infelizmente, moradores de grandes cidades como São Paulo conhecem bem.

Campanhas educativas do tipo “lixo no lixo” obviamente são necessárias, mas um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT, quer ainda mais. Eles querem saber qual é o tempo e o exato caminho percorrido pelo lixo a partir de quando ele é (ou deveria ser) descartado nas lixeiras, até quando ele chega ao seu destino final, como uma empresa de reciclagem ou aterro sanitário, para assim melhor entender e adaptar a infraestrutura da coleta de lixo, tornando o processo mais eficiente.

Chamado de TrashTrack, ou Rastreador de Lixo, o projeto consiste em colocar pequenos rastreadores em todo tipo de lixo, como latas de refrigerante, baterias de celular e até objetos maiores e mais incomuns, como banheiras de plástico para bebes.

Um dos mapas mostra que três dias e 30 quilômetros depois, uma embalagem de sabonete líquido ainda não havia chegado até o destino final em Nova York. Em outro mapa, uma latinha de alumínio demorou quase dois dias e percorreu mais de cinco quilômetros até uma empresa de reciclagem em Seattle.

Desenvolvido por um dos laboratórios do MIT, o SENSEable City Lab, o objetivo também é conscientizar as pessoas ao mostrar para elas o que acontece depois que seu lixo é descartado, resultando na diminuição do desperdício. Além disso, a expectativa é que, quanto mais informação, mais fácil será criar alternativas para reciclagem e manejo correto do lixo, diminuindo seu impacto ambiental.

O projeto está em andamento desde setembro passado em três cidades: Londres, na Inglaterra e Nova York e Seattle, nos Estados Unidos. Um pequeno sensor eletrônico é acoplado ao lixo, por exemplo, uma latinha de alumínio, que depois é descartada em uma lixeira qualquer. O aparelho então emite sinais periódicos que são captados pela rede de telefonia celular e transferidos para computadores do laboratório, funcionando como um GPS que indica o local do lixo em determinado momento. E já que estamos falando de lixo e meio ambiente, segundo informações divulgadas pelo MIT, uma das preocupações dos cientistas era usar rastreadores compostos com elementos com nível tóxico abaixo do permitido por lei.
virgula.com.b

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

RIOS VOADORES VAPOR DAGUA ORIUNDO DE ÁRVORES DA AMAZONIA VIRA CHUVA



Imagine um "rio voador" com vazão maior que a do São Francisco.  Dentro dele, um avião "navegando" para recolher gotas de água que serão levadas para laboratórios de alta tecnologia.

A descrição poderia ser parte de um roteiro de ficção científica, mas ocorre no Brasil. O projeto, chamado "Rios Voadores", analisa o percurso do vapor d'água oriundo de árvores da Amazônia até virar chuva para o Centro-Sul do país.

Piloto do avião que viaja pelos rios voadores o pesquisador suíço Gérard Moss apresentou o projeto durante a 61° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para
o Progresso da Ciência (SBPC).

Moss argumenta que a divulação também é parte do processo de produção de conhecimento"A ciência precisa avançar, mas também precisa ser divulgada.
E é preciso conectar o Brasil com as questões amazônicas",defendeu.

Metas do projeto é investigar como a redução da floresta pelo desmatamento e pelas mudanças climáticas pode influenciar o regime de chuvas no restante do país. De acordo com o professor Pedro Leite Dias,do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o aumento da temperatura de 1°C a 2,5 °C pode reduzir as chuvas em até 20%.

Pesquisador da Universidade de São Paulo, o especialista em análise isotópica Marcelo Moreira é um dos responsáveis pela identificação da impressão digital
das moléculas de vapor d'água dos rios voadores para dizer se as gotículas capturadas pelo avião de Moss no interior de São Paulo vieram mesmo de árvores
da Amazônia.

"Tenho certeza de que, se todos fôssemos cientes do valor de cada  ecossistema, não estaríamos hoje discutindo se escolhemos as florestas ou derrubamos para pastos e plantação se soja", criticou Moss

Além da valorização dos serviços ambientais prestados pela Amazônia o que reforça a ideia de que é economicamente vantajoso manter a floresta em pé o projeto Rios Voadores tem colaborado de outra forma com a comunidade científica, à medida que se mostra uma nova forma de financiamento de pesquisas.

Patrocinado pela Petrobras, o projeto conseguiu garantir verba e velocidade para as pesquisas relacionadas, segundo Dias Leite."

A articulação com o Gérard tornou viável experiências que levariam mais tempo, a questão do custo é crítica para a realização desse tipo de experimento. As parcerias institucionais são fundamentais."

http://www.riosvoadores.com.br/

GREEPEACE IMAZON GOOGLE EARTH PLATAFORMA PARA DENUNCIAR O DESMATAMENTO

O Greenpeace se juntou ao Imazon e ao Google para desenvolver uma plataforma que permite fazer o levantamento do estoque de madeira de uma floresta ou então denunciar o desmatamento usando apenas um celular.

Eles pegaram as imagens de alta resolução do satélite Spot e criaram programas que permitem avaliar, pelo tipo de formação da cobertura florestal, qual é a densidade da floresta naquele trecho. Com isso, é possível estimar qual é a concentração de carbono guardado naquelas árvores. Na Amazônia, isso varia de 120 a 350 toneladas de carbono por hectare, dependendo se a floresta já está rala pela exploração madeireira ou se é uma mata bem íntegra. Essa conta é importante para quem vai vender os créditos pela conservação desse carbono no chão.

O sistema vai usar a base do Google Earth e pode ser usado por qualquer pessoa com uma conexão de internet. Qualquer um vai poder ver, em uma camada do Google Earth, os projetos de conservação de carbono na floresta e vigiar se estão sendo cumpridos.

A parceria também está desenvolvendo um aplicativo para rodar no sistema operacional de smartphones do Google, o Android (já disponível em vários celulares, como o Motorola da foto). Com o programa, que cuida daquela floresta vai poder cadastrar as árvores de forma automática. “É só caminhar pelo mato e tirar uma foto da árvore”, diz Paulo Adário, do Greenpeace. Se o aparelho tiver um GPS integrado, a localização da árvore fica registrada na foto. E o próprio celular monta a planilha com as árvores e sua localização na área.

O sistema também vai servir para qualquer pessoa denunciar crimes ambientais. Se alguém flagrar um desmatamento, tira foto com o celular no sistema Android. O programa sobe a foto para o banco de dados do Google Earth. Aí qualquer pessoa que entrar na internet vai ver aquela imagem, associada ao ponto no mapa onde foi tirada. Também estará associada aos registros de unidades de conservação e projetos de conservação de carbono. “Outras pessoas, que conhecem melhor o lugar, pode entrar no site e agregar mais informação, como quem é o dono daquela terra ou quem está fazendo alguma exploração irregular ali”, diz Adário.

Blog do Planet

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DESENHOS DE DISNEY TEM MENSAGEM AMBIENTAL SECRETA

Bambi, o peixinho Nemo e o urso Balú são mais do que personagens fictícios para agradar crianças e adultos - são, na verdade, pioneiros da conscientização para a preservação do meio ambiente, de acordo com um acadêmico da Universidade
de Cambridge, na Grã-Bretanha.

David Whitley diz em seu livro The Idea Of Nature In Disney Animation [A Idéia de Natureza nos Desenhos Disney] que as histórias vividas por estes personagens na tela têm ajudado sucessivas gerações de crianças a desenvolver "uma consciência crítica de questões ambientais" desde Branca de Neve, em 1937.

Eles são "heróis não reconhecidos do lobby verde" e, longe de oferecerem apenas escapismo, os personagens trazem mensagens importantes sobre nosso relacionamento com a natureza, afirma Whitley.

"Os filmes da Disney são criticados com freqüência por não terem autenticidade e se curvarem ao gosto popular, em vez de desenvolverem a animação de uma forma que provoque maior reflexão", diz Whitley.

"Estes filmes estão dando às jovens  questões ambientais sérias", conclui o acadêmico.  A preservação é tão central em Bambi, por exemplo, que o filme é tido como o inspirador de muitos ativistas pelo meio ambiente, em tenra idade, na década de 60, de acordo com o acadêmico.  Segundo ele, Branca de Neve e Cinderela são, para as crianças, modelos de proteção à fauna e atenção com a natureza".

O tom dos filmes mudou sutilmente ao longo das décadas, segundo o autor. No período de 1937 a 1967, sob a direção do próprio Walt Disney, as primeiras produções de Branca de Neve, Cinderela, Bambi e a Bela Adormecida, têm na natureza um refúgio idílico, vulnerável à incursão de uma civilização decadente e ameaçadora.

Animais amistosos tornam-se aliados de heróis e heroínas. O mundo selvagem é visto como um lugar de renovação, onde os personagens centrais passam por um processo de auto-descoberta. Whitley diz que os jovens espectadores da época eram encorajados a participar da natureza e a protegê-la, como seus heróis nos filmes.

Produções mais recentes, lançadas entre 1984 e 2005 - depois que Michael Eisner passou a presidir os Estúdios Disney - têm uma abordagem, um tanto diferente. sugerindo que a humanidade e a natureza podem coexistir se as pessoas respeitarem a fauna e perceberem seu lugar na ordem natural.

Longas-metragens como Procurando Nemo, de 2003, são mais complexos que
os desenhos mais antigos, acompanhando o sentimento predominante em sua época. O filme sobre um peixe que procura seu filhote perdido é qualificado por Whitley como "uma fábula para o nosso tempo", pois dramatiza as atitudes contraditórias e os  sentimentos despertados em nossa interação com a
natureza.

Segundo o autor, em Mogli, o Menino Lobo (1967), O Rei Leão (1994) e Procurando Nemo, o ambiente é mais exótico e os seres humanos tendem a não restaurar a ordem do mundo natural, mas a serem, eles mesmos, uma parte desse mundo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

POEIRA DO SAARA FERTILIZA A FLORESTA AMAZÔNICA

Mesmo parecendo auto-suficiente, há mais de uma década os cientistas sabem que a existência da floresta amazônica depende, em grande parte, do abastecimento de materiais minerais que são retirados do solo do deserto do Saara pela ação das chuvas. Esses materiais chegam até a América do Sul através das tempestades de areia e poeira, que sopram da África em direção ao Atlântico.  O interessante é que mais mais da metade dessa poeira fertilizante têm origem em um único local, um vale na região norte do Chad conhecida como Depressão Bodele.

De acordo com um estudo internacional, liderado pelo cientista Ilan Koren, do Instituto de Ciências Ambientais e Pesquisas Energéticas, dos EUA, pelo menos 56% da poeira que chega até a Amazônia têm origem no vale da Depressão Bodele. Segundo Koren e seus colegas americanos, israelenses e brasileiros, aproximadamente 50 milhões de toneladas de poeira trazidas do deserto chegam à floresta todos os anos. Um número bem maior que as 13 toneladas consideradas até agora.

A nova estimativa coincide com os cálculos que sugerem a quantidade necessária de minerais vitais para continuidade da floresta.
Os pesquisadores acreditam que o Vale de Bodele tem essa importância na fertilização mineral da floresta devido ao seu formato e características geográficas. O vale é flanqueado, em ambos os lados, por enormes montanhas basálticas, que formam uma espécie de cone com uma estreita abertura do lado nordeste. Os ventos que circulam dentro do vale o fazem de forma muito parecida como a luz é focalizada por uma lente, criando uma espécie de túnel de vento. Com resultado, violentas rajadas pontuais de superfície são aceleradas e "focalizadas", no solo, praticamente extraindo a a poeira que é soprada em direção ao oceano através das tempestades de areia. Esse mecanismo permite que o Vale de Bodele exporte esse material rico em minerais, milhares de quilômetros a oeste, contribuindo de maneira decisiva para a sustentação da vida da floresta amazônica.

Fotos: A imagem superior mostra uma intensa tempestade de areia e poeira na região da Depressão Bodele, no Chad, ocorrida no dia 29 de dezembro de 2006, e captada pelo satélite de sensoriamento remoto Aqua. Alguns dias depois, outra tomada de satélite mostra a mesma poeira rica em nutrientes soprada sobre as ilhas de Cabo Verde. Destino: Amazônia.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PROFESSORES SEM FRONTEIRAS

Somos uma instituição livre, autônoma e independente de governos internacionais, nacionais, regionais, locais, de qualquer tendência política militante, entendendo que as ideologias servem para fundamentar teorias sociais para o bem estar do ser humano e para a prevenção da vida no planeta; igualmente nos mantemos a margem de organizações religiosas e assistencialista-paternalistas.

Temos como idiomas oficiais o inglês e o castelhano para comunicação e relações multinacionais.

Não empregamos funcionários e estamos além de toda a burocracia, e, portanto, não visamos lucro, nem usamos recursos econômicos de qualquer natureza; não aceitamos e não fazemos doações

Como instituição livre temos como meta conscientizar o insubstituível papel do professor como eixo da paz social e harmonia mundial nas relações humanas.

Entendemos como base do trabalho cultural, a perfeita seleção e formação científica e pós-moderna do educador.

Trabalhamos pelo reconhecimento da Ciência Pedagógica como Disciplina Universal, adequando-se às características geográfico-étnico-históricas, enriquecendo as diferenças individuais e eliminando as desigualdades sociais.

O papel prático dos PROFESSORES SEM FRONTEIRAS é ser canal e fio organizativo para que os professores de qualquer continente se comuniquem. Denunciem injustiças, reivindiquem direitos profissionais e sugiram filosofias, teorias, doutrinas e práxis, que eliminem o fracionamento perverso da Educação em setores governamentais permeáveis à interesses políticos de pessoas, grupos ou seitas.

A Instituição é formada por todos os professores de salas de aulas e aposentados, sem necessidade de inscrição ou taxas de qualquer natureza.

A Direção será sempre integrada por dois professores com cargos de Secretári@ Geral e Secretári@ de Relações Interinstitucionais e Diretores,  todos voluntários, sem remuneração nem encargos ou representação.

www.profsemfronteiras.org/

HOMEOPATAS SEM FRONTEIRAS

AJUDAR A TRANSFORMAR UMA UTOPIA EM REALIDADE

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PALHAÇOS SEM FRONTEIRAS

Com o lema "No child without a smile" (Nenhuma criança sem um sorriso), os Palhaços sem Fronteiras, surgidos na Espanha, em 1993, levam diversão e esperança a milhares de pequenas vítimas da violência no mundo. Nesta entrevista, o professor, ator e palhaço Tim Cunningham, de 28 anos, integrante da seção americana do grupo, fala sobre sua participação em missões em países como Suazilândia, onde os Clowns estiveram em 2005 e ensinaram técnicas de malabarismo a crianças que hoje caminham para a profissionalização nessa arte.

Cunningham é um dos convidados do Antídoto - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito. Na quarta-feira, dia 18, ele participa, ao lado do contador de histórias, ator e dramaturgo israelense Shai Schwartz, da mesa de discussão A Ausência do Verbo Brincar: Crianças Armadas.

Revista - Inicialmente, gostaria que o Sr. se apresentasse e descrevesse o trabalho que desenvolve na organização Palhaços sem Fronteiras. Tim Cunningham - Sou professor, ator profissional e palhaço. Nos últimos cinco anos, apresentei-me internacionalmente com a organização Palhaços sem Fronteiras (CWB-EUA) e com outras organizações teatrais. Quando não estou atuando, dou aulas de palhaço e justiça social em faculdades e escolas de ensino médio nos Estados Unidos. Meu trabalho com a CWB-EUA já me levou para África do Sul, Suazilândia, Lesoto, Chiapas e Haiti, onde sou coordenador do trabalho desenvolvido pela organização. Também ajudo a desenvolver nosso maior projeto, o Njabulo, na África do Sul.

R - Como surgiu a iniciativa de criar essa organização, como ela é formada, que tipo de profissionais abriga e como é mantida  TC - A Palhaços sem Fronteiras (Payasos sin Fronteras) foi fundada na Espanha em 1993, após Tortell Poltrona, um palhaço de Barcelona, ter-se apresentado no campo de refugiados de Veli Jose, na Croácia. Atualmente há seis organizações irmãs, na Espanha, França, Bélgica, Quebec, Suécia e Estados Unidos. Moshe Cohen trouxe a organização para os Estados Unidos em 1995. Nosso objetivo é levar riso e alegria para pessoas que sofrem com a pobreza extrema, guerra e doenças. Somos atores, palhaços, dançarinos, malabaristas e músicos. Palhaços sem Fronteiras é uma organização de voluntários e seu suporte vem de patrocinadores individuais e empresariais. Dedicamos muito do nosso tempo angariando fundos para podermos realizar o nosso trabalho.

R - Como a organização seleciona os lugares em que fará intervenções? O critério são os conflitos noticiados pela mídia? TC - Cada processo é diferente, dependendo do lugar para onde vamos. Em geral, os artigos da imprensa não têm nada a ver com a escolha do local. Pesquisamos uma área problemática e, então, com base em contatos que temos lá, as condições políticas do local, o montante de financiamento necessário à ação e a disponibilidade de artistas, decidimos se vamos ou não intervir nesse espaço. É muito difícil ir para áreas com problemas. Por exemplo, após o tsunami no sudeste da Ásia, achamos que deveríamos esperar por uma ocasião mais apropriada para a chegada dos palhaços. Outro exemplo é quando tentamos ir para o Haiti nesta primavera. A eleição foi adiada e nossa companhia aérea cancelou os vôos para a ilha devido à desordem política. Tivemos de reprogramar nosso trabalho lá.

R - Existe algum trabalho preparatório antes de a organização adentrar em regiões em conflito? TC - A maior parte do nosso treinamento é artística. Nós não passamos por nenhum treinamento de primeiros socorros ou de emergência antes de entrar em um local desses. Pesquisamos os aspectos culturais das áreas para onde vamos e tentamos aprender um pouco da língua, mas a maior parte do nosso treinamento concentra-se na preparação do show e no planejamento dos workshops. Como nossos artistas são voluntários, não temos fundos para dar suporte à sua preparação nos Estados Unidos, de modo que cada um é responsável por sua preparação da forma mais adequada possível.

R - O Sr. já esteve em várias partes do mundo que enfrentam conflitos, como consegue se aproximar de pessoas nessas situações? TC - Com a Palhaços sem Fronteiras, não estive em nenhum lugar em conflito armado. Já testemunhei atos de violência, já fui vítima deles ao realizar o trabalho. Sempre que chegamos a uma área de risco, nos esforçamos ao máximo para fazer o maior número de contatos e conhecer pessoas que possam nos ajudar se a situação se tornar violenta. Temos consciência de que corremos grandes riscos em muitas das áreas para onde viajamos. Sempre tentamos abordar as pessoas como pessoas... Afinal, todos somos seres humanos, independentemente do que fizemos, do que fizeram para nós ou do que vivenciamos. Nós somos isentos em nosso trabalho e nas interações com as pessoas que conhecemos. Estamos lá simplesmente para capacitar e fazer os outros rirem.

R - O Sr. tem relatos de que a ação da Palhaços sem Fronteiras tenha operado mudanças no cotidiano dessas pessoas? Em julho passado, viajei para a Suazilândia com uma outra organização de justiça social, a Wndsor Mountain International. Levei um grupo de alunos do ensino médio para um orfanato em Mbabane, onde já havíamos apresentado alguns shows de palhaços e realizado workshops. Quando cheguei, fui rodeado de crianças que se lembraram de mim e realizaram o show que eu havia apresentado para elas havia alguns meses. Na verdade, acho que elas foram mais engraçadas do que nós! As crianças atuaram para mim com tanta alegria e energia, era possível ver como a experiência que havíamos compartilhado com elas foi transformadora. Muitas das crianças também aprenderam os princípios básicos de malabarismo quando a CWB-EUA esteve lá pela primeira vez. Outras estão se tornando malabaristas capazes e não têm medo de apresentar seu talento.

R - O Sr. se posiciona politicamente quando está em trabalho em uma região de conflito entre duas ideologias ou povos oponentes? TC - De jeito nenhum! Tentamos nos manter neutros e simplesmente oferecer um espetáculo para dar alívio psicossocial ao nosso público. Não somos um grupo político, e nem estamos ali para agitar. Utilizamos nossa arte para entreter e unir comunidades por meio do riso.

R - Hoje em dia não é contra-senso falar em zonas de conflito uma vez que quase todo o mundo se encontra em conflitos de várias ordens? TC - É verdade que todas as partes do mundo têm algum tipo de necessidade, e eu pessoalmente acho que o riso e a alegria ajudam a curar a alma em várias situações. Buscamos trazer o riso para o maior número possível de pessoas nas áreas onde nós, como organização, percebemos a maior necessidade, e também onde sentimos que podemos ser mais úteis. Por exemplo, o braço americano da organização não seria útil agora no Iraque, devido à grande animosidade em relação aos Estados Unidos; entretanto, a representação da Espanha (Payasos sin Fronteras) poderia encontrar uma maneira de estar no país sem causar problemas políticos. Há tantos fatores em jogo na escolha do nosso destino... Na minha experiência, percebo constantemente o quão profunda é a necessidade, quanto mais vejo do mundo. Sempre haverá lugares onde poderemos oferecer nossos serviços.

R - O palhaço pode consertar o mundo? TC - Oxalá! Mas, infelizmente, não. Os palhaços não podem consertar o mundo. Pelo menos, não sozinhos. Eu acredito que os palhaços, com a ajuda de médicos, advogados, enfermeiras, políticos, encanadores, motoristas de táxi, músicos, lavadores de louça, podem fazer algo para melhorar o mundo trabalhando em conjunto. Há muito a ser realizado, e esperamos estar fazendo a nossa parte para melhorar as coisas neste planeta. Talvez a luz que oferecemos inspire outros a criar algo que é único para seu próprio ser, de forma que eles também possam ajudar a melhorar o mundo. Usamos esperança, sonhos, diversão e boa-fé para oferecer alegria a todos.