terça-feira, 25 de setembro de 2012

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ALIMENTOS ESPINAFRE DÁ POTÊNCIA ÀS CÉLULAS SOLARES
ÁRVORES MAIS ANTIGAS DO MUNDO
BICICLETA DE PAPELÃO
BRUNO NOGUEIRA COMUNIDADE ETERNA MISERICORDIA
CAIXA DE PAPELÃO TETRA PACK
CÃO TENTA SALVAR OUTRO CÃO
COMO AS ABELHAS SE COMUNICAM
CONCRETO ECOLÓGICO DE FIBRAS VEGETAIS
DNA ENFRENTA O TRÁFICO DE CRIANÇAS
GATO TENTA REANIMAR AMIGO QUE FOI ATROPELADO
INDIGENAS AJUDAM EXÉRCITO A DEFENDER FRONTEIRA DO BRASIL
MANIFESTANTES CONTRA TORO DE LA VEGA
MINISTRO JOAQUIM BARBOSA EXÉRCITO DECIDE PROTEGÊ-LO
PÁSSARO ARRISCA SUA VIDA PARA SALVAR AMIGO
POTÊNCIAS MUNDIAIS DISPUTAM RIQUEZAS NATURAIS DO ÁRTICO
RELAÇÃO ENTRE ÁGUA, YOGA E MEDITAÇÃO
UNIVERSITÁRIOS CRIAM REDE SOCIAL QUE AJUDA NOS ESTUDOS
TUBARÃO SALVA HOMEM

domingo, 23 de setembro de 2012

DNA PODE ENFRENTAR O TRÁFICO DE CRIANÇAS

O médico espanhol José Antonio Lorente, criador de um
banco de DNA para meninos e meninas desaparecidos

Folha - Quando e por que decidiu criar a DNA-Prokids? Tive a ideia entre 2002 e 2004, enquanto visitava países na América Latina e na Ásia e percebi que ninguém estava fazendo nada para identificar crianças desaparecidas. A DNA-Prokids surgiu depois de uma visita ao Peru, em 2004, e começou a funcionar como projeto-piloto na Guatemala, no mesmo ano.

O programa é similar em todos os países? A metodologia é idêntica, mas temos diferenças nas autoridades com que lidamos. Isso varia de acordo com o país, e vai da polícia a universidades federais, passando por laboratórios de ministérios da Justiça e de procuradorias-gerais. Em todos os casos, são laboratórios públicos, estaduais ou nacionais.

E como funciona? Nós apenas ajudamos e apoiamos os países a criar e gerar esses bancos de dados com DNA, que sempre é nacional. Não somos donos dos dados. Oferecemos a tecnologia para que sejam gerados bancos de dados de DNA de pais que perderam seus filhos. Assim, quando as crianças forem encontradas, pode-se cruzar essas informações, mesmo depois de anos do desaparecimento.

Como seu programa auxilia a combater o tráfico internacional de menores de idade?  A principal razão para que crianças e adolescentes sejam facilmente explorados é que eles não são corretamente identificados. Eles não sabem, ou mal sabem, quem são, de onde vieram. Enquanto crianças, contam com atenção muito limitada das autoridades, sendo facilmente sequestradas e vendidas para exploração sexual, mendicância e trabalho em condições precárias.

Quando crescem, longe de suas cidades, famílias e pessoas que lhes dão amor, caem de forma muito fácil em organizações criminosas, ligadas à prostituição, drogas etc.

Se pudéssemos parar esse processo ainda em seus estágios iniciais, se pudéssemos saber quem são essas crianças, isso ajudaria muito no futuro. Não estou sonhando e pensando que o DNA pode resolver a questão do tráfico de menores, mas evitaríamos muitos casos e dificultaríamos bastante a atuação dos traficantes.

De que maneira a genética deve ser usada em casos de adoção?
Ela poderia ajudar muito. Há diversas crianças que são deixadas para adoção sem que haja a comprovação de que a mulher que entrega a criança é, de fato, sua mãe biológica.

Assim, em muitos países as crianças são roubadas e entregues a jovens mulheres que não são mães desses bebês, mas que dizem que são e alegam não ter recursos para alimentá-los porque têm outros filhos para criar.

Uma vez que o bebê é entregue, e isso se torna uma adoção legal, a mãe pode receber de US$ 1 mil a US$ 3 mil para ajudá-la a sustentar o restante da família. Isso se tornou um tipo de negócio.

Por outro lado, temos adoções ilegais: famílias ricas da Europa, dos EUA, do Brasil e de outros lugares que não querem esperar por anos para ter um bebê, e querem escolher sua idade, sexo, fenótipo... Eles entram em contato com organizações criminosas que oferecem bebês roubados, e depois criam documentos falsos.

Isso poderia ser evitado se uma identificação genética fosse requerida em todos os casos. Uma criança sem DNA cadastrado não deveria ser adotada, porque poderíamos entregá-la para adoção enquanto a família ainda está buscando saber onde está.

Há exemplos de países bem-sucedidos no combate à adoção ilegal?
Devo mencionar a Guatemala, que é o único país no mundo que aprovou, em 2010, legislação específica para coordenar esforços de identificação de crianças desaparecidas. Essa é a primeira lei que obriga as autoridades a analisar o DNA de menores e compará-los com o banco de dados. Seria ótimo que outros países aprovassem legislação similar.

Como estão as negociações para implementar o DNA-Prokids no Brasil?  Estamos próximos disso. Já mantivemos contato com a Polícia Federal e com uma série de Estados, dos quais o mais avançado é a Paraíba. Planejo uma visita a Brasília e à Paraíba, possivelmente ainda neste ano, e devo encontrar representantes do Ministério da Justiça e da Comissão de Direitos Humanos.

Também há contatos com outros Estados, e estou muito animado e ansioso para iniciar o programa no país. A professora Gilka Gattas, da USP, tem um programa chamado Caminho de Volta, focado em São Paulo, e colaboramos em algumas coisas. Já estive com ela na cidade, e a convidei para vir a Granada. Espero colaborar de forma ainda mais próxima quando os Estados implementarem as parcerias com a fundação DNA-Prokids.

O que o senhor guarda de seu período no FBI? Foi ótimo. Era um médico, vindo de uma família de médicos, que de repente ingressava na catedral da investigação criminal. As pessoas me chamavam de "doc" (abreviação de doutor) e me consultavam sobre seus problemas de saúde.

Aprendi muitas coisas, mas duas seguem até hoje. A primeira é a de me manter em forma e praticar esportes diariamente, o "mens sana in corpore sano" (mente sã em corpo são). A outra é trabalhar sempre em equipe, discutir tudo e sempre opinar sobre um assunto, mesmo que você pense que aquilo é loucura ou bobagem. Não descarte alternativas, discuta-as e abra sua mente.

Jornal Folha de São Paulo

TEMPLE GRANDIN AUTISTA PENSA COMO ANIMAIS É ENCANTADORA DE REBANHOS

Quando era criança, a americana Temple Grandin não se relacionava com outras pessoas e só começou a falar aos quatro anos de idade. Hoje, é uma celebridade, foi tema de filmes, dá aulas na Universidade de Colorado, é assessora do governo dos Estados Unidos e uma autoridade mundial em saúde animal.

Temple Grandin foi diagnosticada com autismo durante a infância. A empatia de Grandin com o gado e sua capacidade de entender o que os animais sentem levou à introdução de uma série de mudanças radicais no trabalho com o gado e na indústria de carne americana.

Grandin esteve recentemente no Uruguai, participando de um encontro sobre saúde animal.

Ela afirmou que o autismo está na raiz de sua habilidade.
"O autismo me ajuda a entender o gado", disse Grandin em entrevista à BBC

"Penso de forma totalmente visual e é assim que os animais pensam. Minhas memórias são fotográficas e este pensamento visual me permite perceber detalhes que podem aterrorizar os animais, como as sombras, os reflexos no metal ou uma entrada que é muito escura."

A professora afirmou que suas memórias parecem um vídeo que ela pode passar várias vezes em sua mente, explorando cada detalhe.

Grandin disse que tanto a "mente autista como a mente animal" notam detalhes que podem parecer mínimos para outras pessoas.

Em um dos casos em que trabalhou, ela notou que o gado parava abruptamente na entrada de um curral e que isso ocorria devido aos objetos que estavam espalhados no caminho dos animais.

"Penso de forma totalmente visual e é assim que os animais pensam."

Em outro caso, o que assustava os animais era uma entrada muito escura. Ao invés de reconstruir o curral, a abertura de uma janela foi o suficiente para resolver o problema.

Os métodos utilizados por Grandin não são convencionais e incluem deitar-se no chão, no local onde o gado fica, para que os animais se aproximem, como se fosse uma "encantadora" de gado.

"O gado se sente ameaçado por coisas desconhecidas (...). Uma vaca em uma fazenda de leite vai caminhar sem problemas sobre uma sombra se a vê todos os dias. Mas um animal em um curral vai se assustar com esta mesma sombra se a ver como algo novo."

Grandin disse à BBC ser fundamental para a saúde dos animais que os abatedouros obedeçam a alguns requisitos.

"Paredes sólidas e um chão que não escorrega são essenciais. Os animais entram em pânico quando escorregam", afirmou.

"Os funcionários também devem manter a calma e reduzir muito o uso do bastão elétrico (para ajudar a conduzir o rebanho). A forma como os animais são tratados afeta a qualidade da carne. O uso do bastão e a agitação durante os últimos cinco minutos antes do abate fazem com que a carne fique mais dura", disse.

No entanto, a professora afirma que a principal razão de mudar o tratamento dos animais é que "eles são capazes de sentir tanto medo como dor".

Alguns críticos perguntam a razão de se melhorar o bem-estar do gado se eles serão mortos para o consumo humano e se o melhor seria simplesmente não matar estes animais.

"Quando me perguntam como posso justificar a matança de animais para o consumo de sua carne, minha resposta é a seguinte: o gado não teria nascido se não os tivéssemos criado com fins alimentícios. Devemos dar a eles uma vida boa e uma morte sem dor", afirmou Grandin.

Além de seu trabalho com bem-estar animal, Grandin também dá numerosa palestras sobre autismo, destacando a importância de fornecer logo cedo o apoio de professores capazes de dirigir as fixações de crianças autistas em direções que rendam frutos.

"(Albert) Einstein hoje seria diagnosticado como autista. Ele não falou até os três anos de idade."

"Steve Jobs, o fundador da Apple, foi perseguido por seus colegas de escola e era considerado um solitário, estranho quando estava na escola", disse Grandin à BBC.

"As pessoas diferentes são capazes de conseguir coisas grandiosas", acrescentou.

BBC Mundo

BRUNO NOGUEIRA COMUNIDADE ETERNA MISERICORDIA

O Instituto de Acolhimento e Recuperação Eterna Misericórdia de Lavras (IAREM), voltado para ao atendimento de moradores de rua, foi fundado há sete anos por uma dupla de jovens lavrenses, Bruno Nogueira e Rick Carvalho. divulga a campanha de doações para a construção da nova sede da instituição, que ganhou uma propriedade rural na Comunidade da Ponte Alta, na BR 265, mas precisa de material de construção para sair do papel.

Assinado pelo engenheiro lavrense Wisner Coimbra de Paula, o projeto da nova via melhorar a qualidade de vida de 15 membros que atualmente vivem são atendidos pela comunidade.

Um trabalho silencioso, mas que vem mudando e salvando vidas em Lavras, Minas Gerais. Assim poderíamos traduzir a missão do Instituto de Acolhimento e Recuperação Eterna Misericórdia – IAREM, associação comunitária católica, sem fins lucrativos, voltada para o acolhimento de moradores de rua.

Em 2010, a instituição criada pelo jovem lavrense Bruno Nogueira, se prepara para lançar uma mega campanha para arrecadar fundos para a compra de sua sede própria, instalada na avenida Fábio Modesto, 622, no bairro Joaquim Sales em Minas Gerais.

De acordo com Bruno Nogueira (foto), a instituição prepara um evento a ser realizado no Clube de Lavras, em abril, possivelmente no dia 11, com uma série de atrações. Além disso, o IAREM realiza uma campanha para adesão de benfeitores que podem contribuir para a manutenção da casa de acolhimento que mantêm 16 pessoas em regime familiar 24 horas por dia. O trabalho é voltado para a ressocialização dos ex-moradores de rua, com idade entre 40 e 60 anos de idade.

A Eterna Misericórdia conta também com a ajuda de voluntários fixos e esporádicos e profissionais da área da saúde e esporte (psicologia, educação física, nutricionista). Há também uma parceria firmada com a Associação dos Neuróticos Anônimos.

“É um trabalho muito difícil, pois 99% dos nossos atendidos não conseguem se ressocializar novamente. Muitos estão marcados pela vida e sem condições nem mesmo físicas para poderem voltar ao mercado de trabalho”, disse Bruno.

O IAREM luta para manter as 16 pessoas atendidas em regime de residência, recebendo alimentação, vestuário e cuidados médicos e psiquiátricos.

Os gastos (alimentação, higiene, medicamentos, gás, luz) são subsidiados por meio de doações esporádicas da população e o aluguel do sítio é mantido pelo convenio com a Prefeitura de Lavras.

Para Bruno Nogueira, diante de tantos desafios, o IAREM tem se esforçado para ser uma resposta e bálsamo para aliviar as angustias da alma e regenerar a falência moral e espiritual de cada indivíduo que chega ao instituto.

Quem quiser contribuir com essa obra de caridade pode entrar em contato pelo telefone (35) 3826-0068 ou através do site www.eternamisericordia.com.br

ÁRVORES MAIS ANTIGAS DO MUNDO

Matusalém
Tem cerca de 4800 anos e fica nos Estados Unidos, sua exata localização permanee em segredo para evitar vandalismos
Sarv-e-Abarkooh
Mais antiga do Irã, com 4 mil anos, chega a ter conotação religiosa
Alerce
A mais antiga tem hoje 3600 anos
Senator
Uma pesquisa realizada em 2006 pela Sociedade de árvores nativas mediu o volume bem acima dos 5100 metros cúbicos, tornando-o maior de seu tipo nos E.U.A., bem como a maior árvore de qualquer espécie a leste do rio Mississippi. Tem entre 3400 e 3500 anos
General Sherman
Pode ser encontrado no Sequoia National Park. Em 2002, o volume do tronco foi medido em cerca de 1.487 metros cúbicos, e tem sido identificada como a maior árvore do mundo em volume de madeira. Acredita-se ter entre 2300 e 2700 anos de idade
Sugi
A árvore Jhomon Sugi de Yakushima no Japão, pode ter entre 
2170 anos e 7200, o que tornaria a mais velha, de longe
Patriarca da floresta
 Uma das maiores árvores da Mata Atlântica, 3000 anos

Ambientalistas em Rede

POTÊNCIAS MUNDIAIS DISPUTAM RIQUEZAS NATURAIS DO ÁRTICO

MANIFESTANTES CONTRA TORO DE LA VEGA

Cerca de 500 manifestantes quebraram lanças ontem, na cidade de Tordesilhas, na Espanha, em protesto contra o tradicional festival Toro de la Veja. No evento, que deve ser realizado amanhã, centenas de participantes armados com lanças perseguem um touro até a planície de Vega, onde o animal é atingido antes de ser morto a punhaladas. Membros do Pacma, um partido político espanhol contra o maltrato de animais, pedem o fim da festa.

Jornal Folha de São Paulo


PÁSSARO ARRISCA A SUA VIDA PARA SALVAR O SEU AMIGO


Era uma ensolarada tarde de sábado, um bando dos pássaros passava o tempo a procurar alimento e a brincar na estrada principal. De repente, um caminhão grande passou apressadamente... e aconteceu a coisa mais triste..Embora este pássaro já estivesse morto, um outro pássaro voo sobre ele imediatamente, como um membro da família, incapaz de aceitar a verdade.

Logo após, um outro carro passou e fez com que o corpo do pássaro morto girasse com o vento. O pássaro amigo observou o movimento, como pensou que este estivesse ainda vivo, voou rapidamente para perto dele de novo.Permaneceu ao lado dele e gritou... "Porque é que tu não te levantas ?!" Infelizmente, ele não pode mais ouvi-lo. No entanto, ele tenta levantá-lo para cima. Ele, naturalmente, era incapaz de se levantar. Um outro carro passou por perto.

Ele voou rapidamente para sair dali. Quando o carro já tinha ido, desceu outra vez, ele voou rapidamente para sair dali. Quando o carro já tinha ido, ele desceu outra vez.

Embora outros pássaros lhe tivessem dito que ele já não se levantava mais, ele nunca desistiu, tentou fazer o seu melhor para conseguir levantá-lo, para vê-lo de novo a voar.

Um outro carro passou por perto, o seu corpo inanimado girou outra vez como se ainda estivesse vivo e tentando voar.Tinha usado toda a sua energia, no entanto, o fotógrafo disse que não conseguiu disparar mais, estava preocupado com o pássaro vivo pois poderia ser ferido por algum carro, apanhou o pássaro morto e deixou-o no passeio. O pássaro amigo ainda estava em cima de uma árvore ali próximo, a cantar como se estivesse a chorar e recusou-se a sair.


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CÃO TENTA SALVAR AMIGO


youtube.com/watch?v=eDJM-gNNKGU&feature=related

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

GATO TENTA REANIMAR AMIGO QUE FOI ATROPELADO

DEPOIS DE 15 SEMANAS PERDIDO NO OCEANO HOMEM É SALVO POR TUBARÃO

O arquipélago de Kiribati é considerado um paraíso na Micronésia

Um policial de Kiribati, um arquipélago na Micronésia (Oceania), conseguiu se salvar de forma cinematográfica após passar 15 semanas à deriva no oceano Pacífico e acompanhar a morte de seu cunhado. Um tubarão o guiou até um barco de resgate, salvando sua vida.

O pesadelo de Toakai Teitoi, de 41 anos, começou no dia 27 de maio, quando ele viajou para Tarawa, capital de Kiribati, para ser empossado como policial.

No retorno para sua cidade, Maiana, que fica em outra ilha, Teitoi resolveu mudar os planos e tomar um barco para casa. Para completar a jornada, ele tomou uma carona com seu cunhado, Ielu Falaile, de 52 anos.

Mas após uma parada longa para pescar e uma noite de sono, eles acordaram no dia seguinte à deriva, completamente perdidos no oceano Pacífico. Mais tarde, o combustível da embarcação chegou ao fim. Era o início de um drama que parecia não ter fim.

— Nós tínhamos o que comer, mas não tínhamos nada para beber.

Os dois homens no barco começaram então a sofrer de desidratação. Falaile não resistiu, morrendo cinco semanas depois, no dia 4 de julho.

— Naquela noite eu dormi ao lado do corpo dele, como em um funeral.

Teitoi jogou o corpo de seu cunhado no mar na manhã seguinte.

Em entrevista ao tabloide britânico Daily Mail, Teitoi contou que dois eventos mudaram completamente sua sorte, quando ele já estava quase sem esperanças.

No primeiro deles, uma chuva tropical caiu sobre a embarcação, permitindo que ele bebesse água. O segundo foi mais inusitado ainda: o encontro com um tubarão.

De acordo com Teitoi, um dia, quanto estava deitado sob o sol, protegido por um pano estendido na frente do barco, ele sentiu um golpe forte no fundo da embarcação.

— Quando olhei para o mar, notei um tubarão de quase 2 m rondando o barco. Mas os golpes do tubarão atingiam principalmente o casco.

Para Teitoi, o tubarão estava tentando chamar sua atenção, pois ele estava dormindo naquele momento.

— Então eu me levantei e vi a popa de um navio. Não pude acreditar nos meus olhos. Eu apenas conseguia ver a tripulação do navio me observando por binóculos.

Teitoi então começou a acenar freneticamente, chamando a atenção do navio, que se aproximou e o resgatou.

— Se o tubarão não tivesse me acordado, a tripulação do navio poderia pensar que eu não estava com problemas, me deixando para trás.

Jornal Folha de São Paulo

ESPETACULAR SOCIEDADE DAS ABELHAS

 
As abelhas são conhecidas por serem insetos extremamente organizados, especialmente na produção de mel. Na verdade, todos os seus 21 dias de vida - caso nenhum acidente aconteça no caminho - são dedicados à produção de mel.

Na sociedade das abelhas (Apis mellifera), distinguem-se 3 tipos de indivíduos: rainhas (possuem ferrão utilizado somente para postura), zangões (sem ferrão) e operárias (que possuem ferrão).

Alimentam-se do néctar e pólen que retiram das flores levando-os para a colmeia e armazenando-os em favos. Todo o trabalho da colmeia (colecta de pólen, néctar e própolis; limpeza; defesa; construção de favos e alimentação das larvas) é realizado pelas operárias.

Esses indivíduos formam a população de uma colmeia. A rainha é a única fêmea fértil da colmeia. É ela a responsável pela reprodução: põe de 2000 a 3000 ovos por dia; alimenta-se exclusivamente de geleia real e pode viver até 5 anos. Em cada colmeia só existe uma rainha. Os zangões são os machos da colmeia e sua função é fecundar a rainha. Isso ocorre apenas uma vez na vida dessa Abelha responsável pela produção de ovos. Quando a população de uma colmeia se torna muito grande, as operárias criam uma nova rainha. Alguns dias depois de nascer, ela sai com os zangões para o voo nupcial. Aí, então é fecundada e os espermatozóides. ficam guardados num receptáculo no interior do seu corpo – a espermateca. De volta a colmeia, a nova rainha assume seu papel de reprodutora e a velha rainha sai com uma parte do enxame à procura de um outro lugar para estabelecer a sua nova casa. Quando a população de zangões fica muito grande, as operárias matam-nos, pois eles não produzem nada, a sua única função é fecundar a rainha. As operárias executam todas as tarefas dentro da colmeia. Guardam a entrada da colmeia e protegem a rainha, etc. O tempo de vida de uma operária é em média, de 45 dias. Após esse período, ela abandona a colmeia indo morrer longe das outras, para não lhes dar nenhum trabalho. Assim é que é!

Ciclo de vida
Uma colméia de Apis mellifera contém em média 50 a 60 mil indivíduos, sendo a maioria composta por operárias, alguns zangões e apenas uma rainha. O tempo de vida varia: a rainha vive em média de 2 a 5 anos, o zangão cerca de 80 dias e as operárias de 32 a 45 dias. Todos estes indivíduos sofrem metamorfose completa, isto é, passam pelas seguintes fases:

Ovo Larva Pupa Adulto
A rainha é a única fêmea fértil, e, depois de fecundada por vários zangões, armazena os espermatozóides por toda a vida, podendo colocar até 2 mil ovos por dia na altura das flores. Dos ovos podem nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe. Já os zangões (machos da colmeia), nascem de óvulos não fecundados.

Uma parte das abelhas de uma colmeia, em determinadas condições (colmeia muito populosa por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e constituem o que se denomina de enxame viajante.

O enxame é a família migrante composta, via de regra, por uma rainha-mãe acompanhada de uma boa parte das abelhas operárias e zangões.

Os enxames em geral são mansos, porque estão com as atenções voltadas para a sobrevivência da família e a guarda da sua rainha. A agressividade é esporádica e ocorre em situações em que as abelhas se sentem agredidas ou em situação de risco.

As abelhas quando viajam em enxame levam uma reserva de mel nos papos e não conseguem dobrar o abdómen para aplicar o veneno.

De vez em quando elas pousam para descansar, é quando se amontoam nalgum um canto formando um "cacho" em torno de sua rainha e se abrigam em locais como coberturas de garagens, árvores e outros locais. Algumas operárias ficam voando à procura de abrigo definitivo, que lhes ofereça protecção total, como interiores de telhado, porões, cascas, muros ocos, móveis vazios e abandonados entre outros. Quando encontra, todas imigram para este local e começam a construção dos favos.

http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Waugsberg/Images/Bees_and_Beekeeping

COMO AS ABELHAS SE COMUNICAM POR MOVIMENTO

As abelhas são os únicos animais, além dos humanos, que são conhecidos por compartilhar uma comunicação simbólica complexa. Até o momento, muitas pesquisas científicas foram realizadas em colônias de abelhas produtoras de mel, incluindo as variedades de abelhas sem ferrão, a fim de compreender melhor os seus padrões de comunicação.No entanto, exatamente como as abelhas se comunicam entre si que as tornam uma criatura tão interessante de observar.

Movimento e Dança.
Em geral, as abelhas têm inúmeras maneiras de se comunicar com outros membros da colméia. Uma das formas mais freqüentes de comunicação entre as abelhas é a da movimentação ou dança. A dança é uma forma simbólica de comunicação que é normalmente observada em abelhas operárias e lhes permite comunicar as outras trabalhadoras, os locais mais próximos onde os alimentos podem ser encontrados. Esta comunicação é chamada de “dança waggle", e acredita-se que as abelhas batedoras informam pela dança o local onde encontraram alimentos para as outras abelhas operárias quando elas voltam para a colméia.
A dança é composta de muitas técnicas sutis de comunicação simbólica, incluindo o bater de asa que se acredita ser para informar as outras abelhas a distância exata da fonte de alimento. O alinhamento do corpo da abelha também serve para informar as outras abelhas a direção que terá de viajaR para encontrar o local de alimentação.
Uma abelha, que localiza um local de alimentação que é bem próximo à colméia, em torno de uma distância de cinqüenta metros ou menos, normalmente apresenta uma dança em que os movimentos são mais limitados e arredondados, conhecido como a "dança round ". No entanto, uma abelha que descobriu um local de alimentação que está mais longe da colméia, até cento e cinqüenta metros, irá mostrar os movimentos que são mais abertos e em forma crescente, conhecida como a "dança da foice”.

Os odores e os feromônios
Outra forma de as abelhas se comunicarem umas com as outros é através do odor e dos feromônios. Os feromônios desempenham um importante papel no comportamento reprodutivo da abelha e a abelha rainha emite feromônios para deixar os zangões sabendo que ela está pronta para acasalar e para tranqüilizar a colônia de sua segurança. A rainha também usa os feromônios para dissuadir as abelhas fêmeas de acasalamento.
Os odores do feromônio também fazem parte da comunicação das abelhas na defensiva, e pensasse que os feromônios são emitidos quando uma abelha pica um animal que acredita ser uma ameaça. Então, outras abelhas são alertadas para o perigo da colméia, e podem resultar em que o atacante seja picado várias vezes. Ao se comunicarem através da dança, as abelhas também irão recolher os odores das flores que dão as abelhas operárias mais informações sobre a localização da fonte de alimento.
Partilha dos alimentos
Para as abelhas, a partilha de alimentos é outro importante método de comunicação, particularmente quando combinada com outras formas de comunicação tais como a dança. Quando uma batedora retorna à colméia de abelhas para comunicar o paradeiro dos alimentos, elas também podem trazer uma amostra da fonte de alimento e compartilhar isso com as outras abelhas operárias para comunicar a qualidade do alimento que é oferecido a elas. Isso fornece incentivo adicional para as operárias de viajar longas distâncias e trazê-lo de volta para a colméia.

http://insects.about.com

RELAÇÃO ENTRE ÁGUA, YOGA E MEDITAÇÃO

Estou saindo de um congresso no Sul da Franca, o tema: a água.

Interesso-me de perto pelas questões relacionadas à água e achei que conhecer um pouco mais sobre os últimos avanços da ciência em relação a esse assunto me ajudaria a ter uma melhor compreensão do yoga, afinal, nosso corpo é constituído por mais de 75% água. Água e ar são elementos básicos na composição do corpo e achei que valeria a pena saber um pouco melhor como funciona um dos principais integrantes de nossa vida interna.

Participavam desse congresso cientistas de laboratórios farmacêuticos, profissionais da área de cosméticos, homeopatas, professores de universidade e somente eu da área do yoga.

Terminei o congresso com alguns conhecimentos que gostaria de compartilhar com meus leitores. Transmitir um pouco dessas reflexões que só me deixam ainda mais fascinada pela ciência do yoga.

Doutor em farmácia, biólogo, especialista em nutrientes essenciais e fundador do laboratório Nutergia, Claude Lagarde escreve que nossas células estão funcionando graças a uma inteligência extraordinária. “A saúde está escondida no coração das células”. A saúde depende das células que constituem nosso organismo, da vida de cada ser que compõe o organismo e dos nutrientes que elas recebem. Nossas trilhões de células podem sofrer de carências nutricionais, cujos nutrientes dependem das moléculas de água para serem metabolizadas.

O professor Roger Raynal da Universidade de Toulouse, explicou que durante o processo de evolução da vida, a água se tornou onipresente na bioquímica. Fonte de hidrogênio e oxigênio, captadora de elétrons, a água está em todos os processos de síntese das moléculas da vida, até na eliminação do gás carbônico, CO2. A química inteira da vida vem das bactérias, que deram origem as outras formas de vida, usando a água de maneiras variadas, porém estando na origem das reações bioquímicas essenciais para a vida: a fotossíntese - reação da molécula entre a água e o fóton, partícula de energia solar.

O professor Jean Le Chapelier, centro hospitalar da universidade de Soissons, na França; explicou que o universo está banhado por um campo eletromagnético. O conceito passou ao longo dos séculos de um campo de influência dito “da força dos espíritos” a um campo de eletromagnetismo e imantação, a um campo eletromagnético e o spin - o movimento das partículas – e do spin às equações de Maxwell (*). As moléculas de água, cujos prótons giram a uma velocidade extraordinária, geram um campo eletromagnético. Assim, a molécula de água tem uma estrutura elétrica e uma estrutura magnética.

Entre cada partícula das moléculas existe um espaço, caracterizado como vazio. Não se trata de um vácuo sem nada, porém de um vazio ativo. Trata-se de um espaço informacional, onde as informações eletromagnéticas têm possibilidade de serem transportadas, de serem propagadas.

Mundo interno
No nosso mundo moderno, o campo eletromagnético da célula está submetido às influências de vários campos eletromagnéticos durante o dia.

Como as ondas eletromagnéticas se transmitem no vácuo?
O espaço realmente vazio é totalmente diferente do vácuo da água. A formulação desse vácuo é muito parecido como o “ether” da física, e desse meio se propagam as informações de um campo eletromagnético universal; chegam-se as noções mais modernas de campo cósmico ligando todo as camadas mais profundas da realidade, um campo que está por detrás de nossa realidade e que mantém a informação, que transmite a informação.

Os sábios da antiguidade conheciam esse campo: o campo do akasha. Esse campo é como um oceano sutil de energias flutuantes a partir do qual tudo emerge: átomos, galáxias, estrelas, planetas, seres vivos e ainda mais: de onde emerge a consciência. Esse campo detém todos os dados de tudo que já aconteceu a nosso planeta e ao cosmos, e coloca tudo que existe em correlação. O mundo da ciência está mais uma vez comprovando as visões e as intuições dos sábios: existe uma harmonia unificada no universo.

O filósofo WIlliam James disse “Somos como ilhas no mar: dissociados na superfície, mas interligados pelo fundo”.

Parece que a água do planeta, a água de nosso ser, é o meio onde se propagam as informações, não só para nossa vida celular, mas para a vida em si.

O campo eletromagnético original de nossas células está sendo perturbado permanentemente, está sendo constantemente poluído e isso gera doenças ditas de “civilização”. Essas perturbações geram problemas de saúde e desequilíbrio geral.

O professor Le Chapelier nos indica meios de re-equilibrar o campo eletromagnético de nossas células. Um deles é o uso de um “kit” – colar e pulseira – que vai reativar os **condrócitos e um outro meio seria um compensador à base de água informada. Ou seja, a água receberia um sinal elétrico, uma informação especifica para compensar as perturbações geradas pelos sistemas de wi-fi. A técnica wi-fi (wireless) e uma técnica de informática sem fio que permite a transmissão (transporte) de milhares de informações usando ondas eletromagnéticas.

Segundo o professor Le Chapelier, essas ondas eletromagnéticas perturbam a comunicação entre as células. Precisaria de compensador para restabelecer o equilíbrio perturbado das células pelos sistemas de wi-fi que banha hoje quase a totalidade de nosso planeta.

E finalmente o que mais ajuda a re-equilibrar nossa harmonia celular? A meditação sobre o manipura chakra, sobre a região
do ventre.

Sabemos que nosso ventre é um “saco cheio de líquidos”. Levando toda nossa atenção para essa região do corpo, sentindo sua saúde e seu bem-estar é o meio mais “barato” para re-equilibrar nossa harmonia celular, para “re-informar” nosso sistema e permitir que o campo eletromagnético original do universo informe cada célula de maneira perfeita.

Precisamos revisar todos os nossos conceitos. Isso já aconteceu na história da ciência: gênios foram queimados na fogueira ou tiveram que negar suas descobertas e depois se tornaram heróis dos avanços modernos.

Segundo os antigos filósofos da Índia (Upanishad – texto tradicional Índiano), “o universo é composto pelo Akasha, ou seja, a existência onipresente em tudo. Tudo que tem uma forma, tudo que é resultado de uma combinação de elementos, vem do Akasha. E não podemos sentir o Akasha, ele é tão sutil que ele foge à percepção comum. Só pode ser enxergado quando se cristaliza em uma forma, quando se transforma em ar, que se torna liquido, que se torna sólido. O Akasha se torna Sol, Terra, Lua, estrelas e cometas. O Akasha forma o corpo humano, os animais, as plantas, cada forma que se enxerga, que se sente, vem do Akasha. E dele nascem todas as formas...”

Estamos assistindo as mudanças de visão, de paradigma. percebendo que estamos todos interligados através do Akasha, ou seja, do campo eletromagnético do universo, através das moléculas de água, do vetor das informações, podemos gerar comportamentos diferentes, como aumentar a consciência de cada um perante o planeta e suas águas e perante o outro, aumentando assim nossa responsabilidade para manter a paz e a harmonia do mundo.

*As chamadas equações de Maxwell (em homenagem a James Clerk Maxwell) descrevem os fenômenos eletromagnéticos (elétricos e magnéticos). Para dar uma idéia do alcance dos fenômenos regidos pelas equações de Maxwell basta lembrarmos que a luz é um fenômeno de origem eletromagnética. Desde quando formuladas, há mais de um século, essas equações passaram pelos mais severos testes experimentais e sem dúvida constituem-se num dos pilares da Física.

**Condrócitos: células que constituem a cartilagem capturando a água dentro das articulações. Os condrócitos capturam a água das moléculas. Essa água atua como amortecedor e atrai os nutrientes dentro da cartilagem, entre outras atividades químicas. Pela reações elétricas dentro das células, as cargas negativas se repuxam e permitem assim a liberação de espaço onde as moléculas de água podem "vasar" para dentro. Esse processo previne o envelhecimento das articulações.

Nicole Witek

INDIGENAS AJUDAM EXÉRCITO A DEFENDER FRONTEIRA DO BRASIL

O soldado Edgar Cardoso em frente ao
Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim (AM)

Situado na fronteira do Brasil com a Colômbia, o Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim é a base militar mais remota da Amazônia brasileira. Suas trincheiras e casas vermelhas de madeira ficam separadas de uma aldeia de índios Kuripaco por uma cerca e uma pista de pouso de 1.200 metros, raramente usada pela Força Aérea.

Grande parte dos 100 militares que trabalham no pelotão é de origem indígena. Eles são o
exemplo de uma tendência adotada pelo Exército brasileiro: contratar índios para defender e patrulhar a floresta amazônica.

Os indígenas atualmente representam cerca de 70% dos 1.400 militares da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, que agrupa sete bases avançadas nas fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, além de um complexo militar na maior cidade do extremo norte do Amazonas: São Gabriel da Cachoeira, de 38 mil habitantes.

Eles são recrutados entre os cerca de 30 mil índios de 14 etnias que habitam a região do alto rio Negro.

São Joaquim, uma dessas sete bases avançadas, está situada a 326 quilômetros de São Gabriel da Cachoeira e a 90 quilômetros do vilarejo colombiano de Mitú, ambos embrenhados na floresta equatorial.

Essas distâncias ficam ainda maiores quando se leva em conta que o deslocamento na região é feito majoritariamente pelos rios, pois não há estradas e não é possível andar longas distâncias pela selva fechada.

A viagem de barco dura em média quatro dias. Ela é realizada em pequenas embarcações equipadas com motores de 40hp conhecidas como "voadeiras" - que precisam ser carregadas nas costas nos sete trechos em que o rio forma cachoeiras maiores.

Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim
 é a base mais remota da Amazônia brasileira

O pelotão foi instalado em 1988 para defender o rio Içana, que nasce na Colômbia e deságua no rio Negro, no Brasil, funcionando como uma via de ligação fluvial - não muito utilizada - entre os dois países.

Ele não passa de uma pequena vila militar com algumas fortificações e um posto de saúde atendido por um médico, um farmacêutico e um dentista. Não há telefone, apenas estações de rádio.

Dialetos
Apesar da existência de uma pista de pouso na localidade, os voos da Força Aérea que abastecem o pelotão com equipamentos e comida não são frequentes. Por vezes, o aeródromo fica mais de um mês sem receber voos.

Isso significa que quando o clima instável da região não permite o pouso do avião, os militares que moram na base ficam sem comida. Uma solução é fazer o trajeto de barco de quatro dias.

Mas, o mais comum é o recurso a um sistema de trocas de combustível por alimentos com os cerca de 8.000 índios das 46 aldeias Kuripaco e Baniwa situadas ao longo do rio Içana.

Na hora de negociações como essa, a presença do militar indígena é fundamental, segundo o Exército.

"Às vezes a comunidade ajuda com o transporte dos materiais. Às vezes trocam coisas com o pelotão, como peixe e farinha (de mandioca) por gasolina para gerador e para as rabetas (motores de popa)", disse o soldado Edgar Alves Cardoso, de 24 anos, militar da etnia Pira-tapuya, que trabalha no pelotão e vive com a mulher, uma índia Kuripaco, na aldeia ao lado da base.

Segundo ele, em toda a região do alto rio Negro, cada aldeia fala um dialeto diferente, de acordo com a etnia de seus habitantes. Contudo, a maioria das populações ribeirinhas fala o "tukano", que funciona como uma espécie de língua comum. Os militares índios atuam então como tradutores e negociadores para seus oficiais.
General Luiz Sérgio Goulart Duarte:
"indígenas são excelentes exploradores e guias".

Mas não é apenas a facilidade com os dialetos que torna os indígenas militares de alto valor para o Exército.

"O militar de origem indígena tem muita facilidade para realizar as tarefas relacionadas à vida e ao combate no interior da selva, por estar completamente integrado nesse ambiente", afirmou o general Luiz Sérgio Goulart Duarte, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva.

"São excelentes exploradores e guias; têm bastante experiência em pilotar embarcações, o que é uma característica essencial para quem navega no alto rio Negro, onde existem muitas corredeiras e bancos de areia", disse o general.

"Os indígenas conhecem os lugares por onde passar a voadeira nas cachoeiras. Sabem onde são as comunidades (indígenas), quantas pessoas moram lá, suas crenças. Têm conhecimento de plantas medicinais e podem dar amparo a qualquer ferimento que aconteça nas missões", disse o soldado Cardoso.

As técnicas indígenas de sobrevivência e combate na selva - herdadas de comunidades nativas da Amazônia e que incluem desde a obtenção de alimento a técnicas de acampamento, natação e localização- não são usadas apenas no dia-a-dia das bases militares de fronteira. Foram incorporadas pelo Exército e hoje são ensinadas nos cursos do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva).

A unidade, sediada em Manaus, forma militares de elite do Exército e se tornou referência internacional em técnicas de combate em ambiente de floresta.

BBC

CONCRETO ECOLÓGICO COM FIBRAS VEGETAIS

A Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) desenvolveu alternativas ecológicas para matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento (como caixas d'água e telhas). Segundo o pesquisador Romildo Toledo, o uso de materiais tradicionais, como o cimento, a brita e o amianto, pode ser reduzido ou até completamente substituído com a utilização de fibras vegetais e materiais reciclados.

No caso do concreto, liga formada por cimento, brita (pedra) e areia, é possível reduzir o consumo de cimento em 20% a 40% com alternativas como cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica. A brita pode ser completamente substituída por materiais obtidos em demolições de construções antigas.

No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d'água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. As fibras vegetais substituem as fibras minerais tradicionais, como o amianto, que provocam danos à saúde humana. Há estudos com outros materiais como borracha de pneu usado, cinzas de esgoto sanitário ou de queima do lixo para substituir, pelo menos parcialmente, o cimento.

“Alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo, mas há outros que ainda estão em fase final de desenvolvimento. São soluções que reduzem impacto na construção civil, seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais etc. E todas levam a resultados tão bons quanto os materiais tradicionais. Essa é uma preocupação: não ter performance inferior aos que os materiais tradicionais têm. O consumidor não vai sentir problemas de durabilidade, como a casa ou o prédio terem vida útil menor”, disse Toledo.

Segundo a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5% a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano, que deve triplicar em 50 anos.

Segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas. Na última sexta-feira (14), por exemplo, Toledo apresentou sua pesquisa a representantes de empresas de materiais de construção norte-americanas na Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.

Agencia Brasil

ESPINAFRE DÁ POTÊNCIA ÀS CÉLULAS SOLARES


Célula solar biohíbrida
Mesmo não sendo capaz de deixar as pessoas fortes como o Popeye, o espinafre está dando uma superforça para as energias alternativas.

Recentemente, proteínas retiradas do espinafre, misturadas a moléculas de polímeros, criaram nova forma de produzir hidrogênio diretamente a partir da luz solar.

Agora o ganho de energia foi diretamente para as células solares.
Combinando a proteína usada pelo espinafre na fotossíntese - para converter a luz em energia eletroquímica - com o bem conhecido silício, cientistas criaram uma célula solar "biohíbrida".

"Esta combinação produz níveis de corrente quase 1.000 vezes maiores do que podemos alcançar depositando a proteína sobre vários tipos de metal. Ela também produz um aumento modesto na tensão," disse o professor David Cliffel, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador, se o ritmo nos ganhos de eficiência se mantiver - ele vem se mantendo desde 2007 -, as células solares biohíbridas poderão alcançar o rendimento de tecnologias mais maduras dentro de três anos.

Proteína da fotossíntese
No estágio atual, um painel solar de 60 centímetros com as células solares de espinafre - que ainda não estão prontas para compor um painel solar - seria capaz de gerar 100 miliamperes a uma tensão de 1 volt, eventualmente suficiente para pequenos aparelhos portáteis.

Outra vantagem potencial dessas células solares biohíbridas é que elas poderão ser muito baratas, ao contrário das células solares inorgânicas, que dependem de semicondutores raros e de processos industriais caros.

Isso porque a proteína PS1 (photosystem 1) continua a funcionar depois de extraída de plantas como o espinafre. A vantagem é que ela converte a luz do Sol em eletricidade com uma eficiência próxima aos 100%, contra cerca de 40% dos melhores materiais fotovoltaicos fabricados pelo homem.
O protótipo, ainda não otimizado, produz cerca de 100 miliamperes a uma tensão de 1 volt. [Imagem: Vanderbilt University]
 
O maior entrave no desenvolvimento da nova tecnologia é a durabilidade: o recorde de vida útil de uma célula solar empregando a proteína PS1 foi de nove meses.
 
"A natureza sabe como fazer isso extremamente bem. Nas árvores, por exemplo, a PS1 dura anos. Nós só temos que descobrir como fazer isso," disse Cliffel.
Crescimento vegetativo
Para construir sua célula solar "semi-vegetal", os pesquisadores extraíram a PS1 do espinafre em uma solução aquosa e depositaram a mistura em uma pastilha de silício dopada com cargas positivas.

Basta deixar a água evaporar, e a célula solar está pronta.
Os testes mostraram que o melhor rendimento foi obtido com uma camada de PS1 de um micrômetro de espessura, o que corresponde a cerca de 100 moléculas de proteína.

Segundo os pesquisadores, o projeto do substrato de silício desempenha um papel fundamental no aproveitamento dos elétrons gerados pela proteína. Como alguns tipos de dopagem não funcionaram, eles acreditam haver margem para melhorias no rendimento das células biohíbridas.

Site Inovação Tecnológica

ALIMENTOS SE COMUNICAM CONOSCO

Investigadores de Leeds explicam de que forma os alimentos comunicam conosco

Numa descoberta dupla exclusiva, investigadores da Universidade de Leeds mostraram que durante o primeiro segundo em que se trinca comida estaladiça são gerados enormes estouros de ultra-sons – que são simultaneamente analisados pelos ouvidos e pela boca.

O físico alimentar Malcolm Povey explica:

“A comida está, de facto, a falar connosco, e nós compreendemos de modo inato o que ela diz acerca da textura ao interpretar as sensações através dos nossos ouvidos a da nossa boca.

A nossa investigação mostra que o som e o sentir a comida na boca é tão importante como o sabor, a aparência e o cheiro para decidir se gostamos de uma coisa ou não.”

Com a utilização de um microfone, um microscópio acústico, um software simples e uma porção invejável de diferentes bolachas, Povey deu-se conta de que a energia produzida na primeira trinca de uma bolacha é libertada na forma de impulsos distintos de ultra-sons – ondas sonoras fora do alcance da audição humana.

Depois de reduzida a sua velocidade e de serem traçados num gráfico, os impulsos podem ser vistos como uma série de picos, quando na realidade têm uma duração de milissegundos e são gerados a níveis de frequência normalmente associados com baleias e golfinhos na sua procura e localização.

“É bom que não possamos ouvir a energia nesses impulsos” diz Povey, “porque danificariam os nossos ouvidos. São estrondos extremamente altos – normalmente muito acima dos níveis seguros de decibeis.”

A descoberta de impulsos de ultra-sons que se podem gravar espera-se ser de grande interesse para os produtores alimentares que, na busca da textura estaladiça perfeita para os seus produtos, utilizam um batalhão de padrões de sabores devidamente testados.

Estas pessoas representam o ponto crucial dos esforços dos fabricantes em relação à consistência dos produtos e ao controle de qualidade em termos da criação da textura perfeita para o produto.

A técnica de gravar os sons de trincar e partir comida estaladiça e simplesmente contar os picos sonoros possibilita uma análise de textura barata, quantificável e exacta que assegurará a consistência absoluta do produto: “Quantos mais picos, mais estaladiço é – é tão simples quanto isso,” diz Povey.

A investigação também demonstra que a boca humana é extremamente exacta na sua análise inata dos impulsos ultra-sónicos.

Os resultados dos testes mostram uma relação muito forte entre os resultados medidos mecanicamente pelos profissionais de provas a trabalhar na indústria alimentar e entre os voluntários.

“Não tínhamos qualquer ideia de que a boca e os ouvidos humanos eram tão aptos a capturar e analisar esta informação, especialmente num espaço de milissegundos; é incrível” ,diz ele.

“Nós não estamos a tentar substituir os painéis de provas”, insiste.

“Aliás, precisamos deles para calibrar os instrumentos. Mas um teste medido mecanicamente é uma maneira rápida e simples de verificar a consistência dos produtos uma vez que tenha sido decidida a textura desejada. No entanto, a investigação sugere que o treino das provas alimentares no que diz respeito à medição de quão estaladiço o produto é, é provavelmente desnecessário.”

Povey está convencido de que as mesmas técnicas de medição dos ultra-sons podem potencialmente ser aplicadas a outras texturas na produção alimentar, assim como terem outras aplicações fora da indústria alimentar.

“Essencialmente, os nossos métodos medem o que acontece quando um material falha”, explica Povey.

“Portanto, esta técnica pode ser facilmente transferida para a indústria para detectar falhas em materiais usados em engenharia ou indústria aeronáutica, por exemplo".

E acrescenta: “Testar materiais normalmente requer equipamento muito dispendioso, mas nós provámos que gravar, medir e comparar impulsos sonoros é rigoroso e exacto.

Do mesmo modo que engenheiros costumavam bater nas rodas de comboios para ouvir as suas falhas, nós podemos usar esses microfones para gravar uma escala muito mais larga de frequências e identificar pequenos defeitos. O seu potencial é enorme.”

www1.food.leeds.ac.uk